segunda-feira, 14 de maio de 2007

PORTA AVIÕES SÃO PAULO A-12 o novo "pranchão" da MB

H i s t ó r i c o
Classe Clemenceau
Batimento de Quilha: 15 de fevereiro de 1957
Lançamento: 28 de julho de 1960
Incorporação (MN): 15 de julho de 1963
Baixa (MN): 15 de novembro de 2000
Incorporação (MB): 15 de novembro de 2000



Acima : NaE Foch

O Navio Aeródromo São Paulo A-12,ex- Foch R-99 , é um navio da Classe Clemenceau francesa, trata-se do segundo e último navio da classe, o NAe Foch(R-99), seu projeto geral é baseado na Classe NAe Essex dos EUA, porém, incorpora significativas melhorias, tais como: convés de vôo em ângulo, elevadores fora da linha central do convés, hangar integral com portas anti-fogo e blindagem nas áreas mais críticas. Sua construção foi iniciada em 15/02/1957, com a incorporação a Marinha Francesa em 15/07/1963, é o quarto navio da Marinha do Brasil a ostentar esse nome em homenagem ao Estado e a cidade de São Paulo. Foi construído pelo Chantier de l'Atlantique, em St. Nazaire, França.

O Rafale M em testes no Foch
Em setembro de 1992, o Foch deu início a outra modernização de 14 meses para permitir que ele fosse usado como plataforma de testes para o novo caça Rafale M e até a operar a aeronave quando esta entrasse em serviço; o navio recebeu também dois lançadores Simbad para o míssil Mistral de defesa-de-ponto; as turbinas a vapor receberam novos rotores; as catapultas foram certificadas para pelo menos mais 6.000 lançamentos e foram modificadas para lançar aeronaves que têm dispositivo de engate no trem de pouso do nariz. Mais modificações foram realizadas em 1995 e 1997, incluindo o aumento da área dos defletores de jatos e a instalação de um mini ski-jump retrátil para o lançamento dos Rafale M. Os canhões de 100mm restantes foram substituídos pelos lançadores de Sadral de defesa-de-ponto e uma versão reduzida do sistema de combate SENIT 8.01 foi instalado. O navio também recebeu transceivers para o sistema US FLEETSATCOM para permitir interoperabilidade com as forças da OTAN.Em agosto de 2000, depois de mais de um ano de negociações, foi assinado um acordo entre o Brasil e a França quanto a compra do NAe Foch, sendo que antes já haviam sido consideradas as hipóteses de se construir um navio de projeto espanhol ou até como chegou a ser ventilado nos meios da comunidade naval, adquirir o ex- USS Saratoga – CV 60, já desativado pela U.S. Navy. O contrato de compra do Foch foi estimado em 300 milhões de francos ou 12 milhões de dólares, incluídos nesse total os custos dos trabalhos no Arsenal de Brest e o término da retirada dos isolamentos de amianto existentes no navio, já vinham sendo realizados a três anos. Em 4 setembro de 2000, o Foch iniciou em Toulon o processo de adaptação para transferência a Marinha do Brasil, tendo a partir dessa data, já incluídos em sua tripulação os primeiros marinheiros brasileiros que iniciaram assim o processo de familiarização com o navio, num total que chegou a 50 oficiais e 250 praças. Em 15 de novembro de 2000 foi realizada em Brest a cerimônia de transferência e incorporação a Marinha do Brasil do Navio Aeródromo São Paulo, ex-Foch, em cerimônia presidida pelo CEMA Almirante-de-Esquadra José Alberto Accioly Fragelli, e que contou com a presença do CMG (MN) Bertrand Aubriot, comandante do Foch e do Almirente-de-Esquadra Jean-Louis Battet, Major General de la Marine Française. Naquela ocasião, assumiu o comando o Capitão-de-Mar-e-Guerra Antônio Alberto Marinho Nigro.


Ao lado : NaE Foch (atual NaE A-12 São Paulo da MB), .

É preciso ressaltar que o Foch operou quase toda sua vida na Armada Francesa como Porta-Helicópteros, sofrendo, portanto, um desgaste muito menor que um navio igual operando como NAe. Passou por seguidas reformas, sendo a última em 1997, estando plenamente operacional e dentro do estado da arte, podendo operar aviões como o F-18A/C, Rafele M (Naval), desde que seu peso de decolagem não ultrapasse as 20 toneladas. O São Paulo ainda deverá sofrer uma série de modificações para poder entrar em operação junto com a Esquadra Brasileira. Algumas, como a instalação do sistema comunicação e criptografia compatíveis com o resto da esquadra, as marcações de pista no convôo para o mesmo padrão do NAeL Minas Gerais-A 11 deverão ser feitas ainda em 2001. . A modificação do COC(centro de operações de combate) para um modelo nacional e a colocação de novo sistema de mísseis AAW, poderão ser feitas posteriormente. Tudo indica que os mísseis AAW do São Paulo deverão ser os mesmos utilizados na reforma da ClasseNiterói(ModFrag), ou seja, os sistema AAW Albatroz que usa mísseis Aspide. A Marinha Brasileira irá operar o NAe São Paulo com um grupo aéreo composto de helicópteros, aviões e caças.O avião AEW(alerta aéreo antecipado) deverá ser o S-2/E-1(Tracker/Tracer) sendo completamente reformado por um grupo de empresas, coordenadas pela Embraer. O NAe passou o resto do ano de 2001 em processo de treinamento e adaptação para se tornar totalmente apto. O grupo aéreo de caças ainda estava em fase de formação. . O NAe São Paulo se tornou oficialmente operacional na esquadra em 28/04/2001, em cerimônia realizada no Porto de Santos. E operou pela primeira vez com com os AF-1(toques e arremetidas) durante o mês de maio de 2001. Na dia 30 de julho de 2001, ocorreu o primeiro pouso de um AF-1 a bordo do São Paulo, sendo realizada em 01 de Agosto de 2001 a primeira decolagem histórica.
O São Paulo foi imobilizado para reforma de suas caldeiras no último trimestre de 2001, para que o mesmo pudesse desenvolver novamente a velocidade máxima de 32 nós. A reforma terminou em março de 2002.

Ao lado: Pouso abordo de um AF-1
(Foto: S. C. Neto/ Segurança & Defesa)

C a r a c t e r í s t i c a s
Deslocamento: 27.307 ton (padrão), 32.780 (carregado).
Dimensões: 265 m de comprimento, 51.20 m (convôo) ou 31.72 (casco) de boca e 8.60 m de calado.
Propulsão: Vapor; 6 caldeiras La Valle de 45 kg/cm2 a 450º C, 4 turbinas a vapor Parsons gerando 126.000 shp, acopladas a 2 eixos.
Energia Elétrica: 2 turboalternadores de 2.000 Kw e 6 geradores diesel de 2.000 Kw.
Velocidade: máxima de 32 nós.
Raio de Ação: 7.500 milhas náuticas à 18 nós ou 4.800mn à 24 nós; e 60 dias de autonomia.
Armamento: 5 metralhadoras Browing .50 pol. (12,7 mm).
Sensores: 1 radar de vigilância aérea DRBV-23B; 1 radar de vigilância combinada (aérea e de superfície) DRBV-15; 2 radares aéreos DRBI-10 3D; 1 radar de navegação Decca TM-1226; 1 radar de navegação Kelvin Hughes Type 1006; 1 radar de aproximação para pouso NRBA-51; 2 radares de direção de tiro DRBC-32C; TACAN SRN-6; MAGE ARBR-16 e ARBR-17; CME ARBB-33.
Sistema de Dados Táticos: SENIT 8.01, e AIDCOMER (AIDe de COmmandement à la MER), um sistema de C3 a nível de Força-Tarefa.
Aeronaves: 14 caças AF-1 Skyhawk 8 helicópteros SH-3 Sea King, 2 helicópteros de emprego geral UH-12/UH13 Esquilo e 3 helicópteros de transporte UH-14 Super Puma.

Acima : A-12 operando caças AF-1 Skyhawk,helicópteros SH-3 Sea King, UH-12/UH13 Esquilo, UH-14 Super Puma e aeronaves S-2T Turbo Tracker.

Equipamento de Aviação: Convés de vôo com 257 de comprimento, com pista em angulo de 8 graus, 165.5 metros de comprimento 29.5 de largura, e parte de avante do convôo com 93 metros de comprimento por 28 metros, numa superfície total de 8.800 m2. Hangar com 180 metros de comprimento, 22 a 24 de largura e 7 de altura, numa superfície total de 3.300 m2, equipado com dois elevadores, um central 17 m x 13 e um lateral de 16 m x 11 m com capacidade para levantar uma aeronave de 15 toneladas em 9 Segundos. Duas catapultas a vapor Mitchell-Brown BS-5 de 50 metros, capaz de lançar aeronaves com peso entre 15-20 toneladas a 110 nós, uma instalada avante e a outra no convés em angulo, um espelho modelo OP3, uma grua com capacidade para 15 toneladas e 4 cabos de parada. Pode transportar 3.000 m3 de combustível de aviação e 1.300 toneladas de munições.
Código Internacional de Chamada: PWSP
Tripulação: 1920 homens, sendo 64 oficiais, 476 sargentos e 798 cabos e marinheiros, mais 582 no Grupo Aéreo.
Obs: Características da época da incorporação.

D a t a s

2001
Entre 16 de novembro e 31 de janeiro, foram realizados no estaleiro da DCN em Brest, trabalhos que incluíram a reforma de dois aparelhos dos cabos de frenagem, reparo em uma das seis caldeiras a vapor, e a revisão do espelho de pouso.
Em 25 de janeiro, realizou testes de maquinas ao largo de Brest.
Em 1º de fevereiro, as 12:00 hs, partiu de Brest com destino ao Brasil, tendo a bordo 600 marinheiros brasileiros e 16 franceses que deram assistência na operação de alguns equipamentos durante a travessia.
Entre 7 e 9 de fevereiro, escalou em Dakar (Senegal) para reabastecimento.
Em 16 de fevereiro, reuniu-se ao largo da costa do Rio de Janeiro, aos navios do GT 802.1 organizado para recebe-lo na chamada Operação ARRIVEX, e que era integrado pelo NAeL Minas Gerais - A 11 (capitânia), F Liberal - F 43, Greenhalgh - F 46 e Rademaker - F 49, Cv Frontin - V 33 e o CT Pernambuco - D 30.
Em 17 de fevereiro, por volta das 11:30hs, entrou na Baia da Guanabara, fundeando próximo a Escola Naval, sendo visitado pelo Ministro da Defesa (MD) Geraldo Quintão, pelo Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Chagasteles, pelos Comandantes do Exercito e da Aeronáutica, e os ex-Ministros da Marinha, Almirantes Alfredo Karam, Henrique Sabóia e Ivân Serpa.
Em 27 de abril, no final da tarde partiu do Rio de Janeiro iniciando a Operação INCORPOREX, capitaneando um GT composto pelas Fragatas Niterói – F 40 e Rademaker – F 49. Ainda nesse dia embarcou por via aérea o Sr. Presidente da Republica Fernando Henrique Cardoso, que pernoitou a bordo realizando a travessia Rio-Santos.
Em 28 de abril, chegou na barra de Santos as 06:00hs, atracando por volta das 08:30hs. A partir das 10:00hs, em cerimônia realizada a bordo, presidida pelo Presidente da Republica, com a presença do Ministro da Defesa Geraldo Magela da Cruz Quintão, do Comandante da Marinha Almirante-de-Esquadra Sérgio Gitirana Florêncio Chagasteles e demais autoridades civis e militares, o São Paulo foi transferido da Diretoria Geral de Material da Marinha (DGMM) para o Comando de Operações Navais (ComOpNav), e deste para o Comando-em-Chefe da Esquadra (ComenCh) em cumprimento a Portaria Nº 94/MB do Comandante da Marinha, de 19/04/2001.
Em maio, foi realizada a comissão CATRAPO I, com os primeiros toques e arremetidas dos caças AF-1 Skyhawk .
Em 30 de julho, ocorreu o primeiro pouso a bordo de um AF-1 Skyhawk .
Em 1º de agosto, foi feito o primeiro lançamento pela catapulta de avante, e no dia 3, outro lançamento empregando a catapulta lateral. Nessa comissão foram realizados um total de 21 pousos e decolagens, para validação dos Boletins de Lançamento e Recolhimento.
Entre 30 de agosto e 3 de setembro, entre o Rio de Janeiro e Cabo Frio, concluiu o adestramento de pilotos e equipagens de aviões e helicópteros e o Programa de Validação dos Boletins de Lançamento e Recolhimento (BLR) de aeronaves AF-1 . Nessa comissão no dia 30, foram realizados os primeiros pousos enganchados de aeronaves AF-1 (N 1009 pilotado pelo CT José Vicente Alvarenga Filho, e N 1014 pilotado pelo CT Fernando Souza Vilela) pilotadas por AvN brasileiros. No dia 31 foram realizadas as primeiras catapultagens (N 1011 e N 1009). Ao final dessa comissão foram contabilizados 52 pousos e decolagens.
Em 12 de novembro, foi realizada a bordo, cerimônia alusiva ao 179º Adversário da Esquadra, com a presença do Comandante da Marinha, AE Chagasteles, do ComemCh, VA Mauro Magalhães de Souza Pinto, de ex-Comandantes-em-Chefe, membros do Almirantado e demais autoridades.
Em 5 de novembro, foi realizada a bordo, cerimônia alusiva ao 1º Aniversario de sua incorporação. Nesse um ano de serviço realizou ainda, a comissão de Adestramento Inicial, comissão de Vistoria de Segurança de Aviação – VSA e a comissão Qualificação e Requalificação de Pilotos de Helicópteros, tendo atingido nesse período as marcas de 52 enganchamentos e catapultagens, 48 dias de mar e 14.648.6 milhas navegadas.

2002

Em 17 de fevereiro, foi comemorado o primeiro ano de sua chegada ao Brasil.
Entre 10 e 23 de março, realizou comissão, na área marítima entre o Rio e São Paulo, como capitânia de um GT sob o comando do Contra-Almirante Tibério César Menezes Ferreira, composto também pela F Constituição - F 42. Essa foi a primeira comissão de adestramento depois de ficar alguns meses parado para reparos nas caldeiras. Foram realizadas operações aéreas, já contando efetivamente com a participação operacional de aeronaves do Esquadrão VF-1. Foi visitado o porto de Santos (SP).
Em 15 de abril, foi realizada a bordo a cerimônia de substituição do VA Mauro Magalhães de Souza Pinto pelo VA Euclides Duncan Janot de Mattos, no Comando em Chefe da Esquadra.
Em 22 de abril de 2002, partiu do Rio de Janeiro, como capitânia de um Grupo-Tarefa sob o comando do Contra-Almirante Edison Lawrence Mariath Dantas, composto também pela Fragata Rademaker e pelo Navio-Tanque Marajó, para participar da Operação URUEX I/ARAEX VI, realizadas respectivamente em águas uruguaias e argentinas no período de 1º a 6 de maio. Visitou o porto de Rio Grande entre 26 e 29 de abril. Retornou ao Rio de Janeiro em 13 de maio. Pela Marinha do Uruguai, participou a Fragata Artigas e helicópteros Westland Wessex HC.2 que operaram no São Paulo. Pela Armada Argentina, participaram a Fragata ARA La Argentina - D 11, o Navio de Apoio Logístico ARA Patagônia - Q 1, aeronaves S-2T Turbo Tracker, Super Etendard e SH-3 Sea King. Os primeiros pilotos argentinos a pousarem a bordo foram o Comandante da Forca Aeronaval, o Contra-Almirante (ARA) Carlos Cal e o Comandante do 2º Esquadrão de Caça e Ataque, o Capitão-de-Corveta (ARA) Rony Whammond, com um Turbo Tracker e Super Etendard, respectivamente. Foram embarcados para intercâmbio 35 oficiais e 56 praças. Acima : caças AF-1 Skyhawk e Super Etendard a bordo do São Paulo

Acima: caça AF-1 Skyhawk sendo catapultado em quanto um Super Etendard aguarda a sua vez.

Acima: Um Super Etendard e S-2T Turbo Tracker a bordo do A-12.

Foram realizados 69 toques e arremetidas, 31 enganches (pousos) e 33 catapultagens de aeronaves Super Etendard e Turbo Tracker argentinas. Nessa comissão, foi realizada uma cerimônia, com aposição e toque de silêncio, em memória aos mortos da Guerra das Malvinas, em especial do Cruzador ARA General Belgrano - C 4. Entre outras autoridades, estiveram a bordo, o Embaixador do Brasil na Argentina, Dr. José Botafogo Gonçalves e o Almirante-de-Esquadra Joaquim Stella, Comandante da Armada Argentina.

Ao lado: Super Etendard sendo catapultado no A-12.

Entre 10 e 20 de setembro, realizou Operação TEMPEREX 02 no trecho Rio-Santos, como capitaneando da Força-Tarefa 809 comandada pelo Vice-Almirante Euclides Duncan Janot de Mattos, ComenCh. A FT-809 era integrada pela F Niterói – F 40, F Constituição – F 42, F União – F 45, F Dodsworth – F 47, F Rademaker – F 49, CT Pernambuco – D 30 e os NT Marajó – G 27 e Almirante Gastão Motta – G 23. As operações aéreas ficaram a cargo de um Destacamento Aéreo Embarcado composto por AF-1 Skyhawk (do VF-1), três SH-3A/B Sea King (do HS-1), três UH-14 Super Puma (do HU-2), dois UH-12 Esquilo (do HU-1), dois IH-6B Jet Ranger (do HI-1), e dois S-2T Turbo Tracker da Escuadrilla Aeronaval Antisubmarina (EA2S) da Armada Argentina, sob o comando do Capitão-de-Corveta (ARA) Dennehy. Foram realizadas 105 lançamentos e 106 recolhimentos. Foram realizadas Visitou o porto de Santos (SP).

Abaixo: A presença a bordo de dois S-2T representou, para a MB, mais uma excelente chance de colher subsídios sobre a operação desse tipo de aeronave no São Paulo, com vistas ao futuro uso da mesma célula como plataforma de alerta aéreo antecipado.
(Foto: S. C. Neto / Segurança & Defesa)






Ao lado: S-2T Turbo Tracker pronto para ser catapultado a bordo do NaE São-Paulo.





Abaixo: S-2T Turbo Tracker sendo catapultado enquanto um AF-1 aguarda a sua vez.
(Foto: S. C. Neto / Segurança & Defesa)

Em 19 de novembro, recebeu a visita do Presidente da Republica, Fernando Henrique Cardoso, acompanhado dos Ministros da Casa Civil, do Gabinete de Segurança Institucional, e dos Comandantes da Marinha, Exercito e Aeronáutica.
Na ocasião o Presidente teve a oportunidade de acompanhar as operações aéreas realizadas a bordo.
Entre 19 e 31 de maio, participou da Operação TROPICALEX 03, como capitânia da FT-705, sob o comando do ComenCh, VA Miguel Ângelo Davena, realizada entre o Rio de Janeiro e Salvador. A FT era composta também pelo NDCC Matoso Maia - G 28, pelas F Dodsworth - F 47, Bosísio - F 48, Rademaker - F 49, União - F 45 e Defensora - F 41, pelos CT Pará - D 27 e Pernambuco – D 30, pelo S Tupi - S 30, e pelos NT Marajó - G 27 e Almirante Gastão Motta – G 29. Participaram como unidades isoladas os NPa Graúna - P 42 e Goiana - P 43 do 3º DN, os S Tupi - S 30, Timbira - S 32 e Tapajó - S 33, além de aeronaves dos EsqdHA-1, EsqdHI-1, EsqdHS-1, EsqdHU-1, EsqdHU-2 e EsqdVF-1. Foi visitado o porto de Salvador (BA).

Em 7 de julho, foi docado na Dique Almirante Régis no AMRJ, para ser submetido ao seu primeiro Período de Manutenção e Atualização - PMA. Essa foi a sua primeira docagem feita no Brasil, uma faina delicada que durou quase três horas. Nesse PMA, foi dedicada atenção especial a instalação propulsora, linhas de eixo, catapulta, aparelho de parada, controle de avarias e obras estruturais.
No final de outubro e inicio de novembro, após concluir o PMA, realizou a comissão EXPERIÊNCIA DE MÁQUINAS, conseguindo voltar a atingir sua velocidade máxima. Junto a essa comissão foi realizada uma CATRAPO, requalificando sete pilotos de AF-1 Skyhawk.
Em 15 de novembro, completou 3 anos de Serviço Ativo. Até essa data atingiu a marca de 450 ganchos e catapultagens.

2004

Em 19 de fevereiro. foi realizada no cais do AMRJ a cerimônia de troca de comando, com o CMG Luiz Henrique Caroli, substituindo o CMG Antônio Fernando Monteiro Dias.
Entre 7 e 11 de junho, formando o GT 706.1 sob o comando do CA Arthur Pires Ramos, Comandante da 1ª Divisão da Esquadra, junto com S Tapajó - S 33, realizou a Operação PASSEX-RONALD REAGAN, com o NAe Nuclear USS Ronald Reagan - CVN 76 e o Cruzador AEGIS USS Thomas S. Gates - CG 51 (classe Ticonderoga), que formavam um GT sob o comando do CA (USN) Robert T. Moeller, Comandante do Grupo de Cruzadores e Contratorpedeiros 1 (ComGruDesGru 1). O Ronald Reagan, foi construído em Newport News (Virginia) e foi incorporado no inicio desse ano. A PASSEX foi realizada na escala do Ronald Reagan, no Brasil quando de sua travessia de Norfolk (Virginia) para San Diego (Califórnia) no Pacifico onde ira operar.
No dia 8 de junho, os AF-1 do São Paulo, realizaram toque e arremetida no NAe Nuclear USS Ronald Reagan - CVN 76.
No dia 9 de junho, ainda durante essa Operação, o navio recebeu a visita do CA (MN) Patrick Giaume, Comandante da Aviação Naval Francesa, acompanhado pelo Consul-Geral da França no Brasil, Sr. Richard Barbeyronme.
Ainda em junho, na seqüência da PASSEX-RONALD REAGAN, ainda acompanhado pelo S Tapajó, realizou a Operação CATRAPO III/HELITRAPO III, para qualificação e requalificação de pilotos de AF-1 e helicópteros.
Em 4 de agosto, durante a Operação ESQUADREX 04, realizada na área marítima entre o Rio e Vitoria, o NAe São Paulo – A 12, recebeu a visita do Presidente da Republica Luiz Inácio Lula da Silva e comitiva, que incluía o Ministro da Defesa Emb. José Viegas e o Comandante da Marinha. Além de assistir as operações aéreas a bordo do São Paulo, a comitiva também teve a oportunidade de assistir a uma Parada Naval na qual participaram as F Bosisio – F 48, Rademaker – F 49 e Defensora – F 41, a Cv Inhaúma – V 30, o CT Pará – D 27, o NT Marajó – G 27 e os S Tupi – S 30 e Tapajó – S 33.

2005

Em 17 de maio, como capitânia de um GT composto pela Cv Inhaúma - V 30 e o NT Marajó - G 27, suspendeu para exercícios na área marítima entre o Rio de Janeiro e São Paulo, com escala prevista em Santos. Logo na saída da Baia da Guanabara, a cerca de 10 milhas ao sul da Ilha Raza, por volta das 10:30h, ao ser comunicado vapor para o aparelho de catapulta, responsável pelo lançamento de aeronaves, houve o rompimento de uma tubulação, liberando vapor superaquecido junto a um quadro elétrico, operado por militares em serviço. Não houve explosão a bordo. O vapor que vazou da tubulação provocou queimaduras em onze tripulantes. Foi vitima fatal o 3º Sargento Anderson Fernandes do Nascimento, e os feridos foram o 1º Tenente Marco Aurélio Barros de Almeida, os 1º Sargento Francisco Cícero da Silva, 2º Sargento Jorge André de Almeida Soares, e os Cabos Daniel Pires de Andrade, José Roberto da Silva Bahia, Erivelton dos Santos Coelho, Edivelton Brito Santos, Douglas Ricardo da Silva Farias e Ângelo José Moraes dos Anjos, e o Marinheiro Felipe Machado da Rocha. Os feridos foram evacuados do navio por helicóptero do Grupo Aéreo e transportado para o Hospital Naval Marcilio Dias, no Méier, Rio de Janeiro.