domingo, 22 de julho de 2007

Porta-Aviões INS Vikramaditya

Esse porta-aviões da Classe Kiev, foi lançado ao mar em 1982 sendo comossionado em 1987 na União Soviética, foi muito transformado e com as suas capacidades como porta-aviões muito aumentadas.Ele foi descomissionado por falta de recursos em 1996, sendo adquirido pela Marinha Indiana em 2004 com apenas 10 anos de uso, ainda tendo 30 anos de vida operacional, custando para toda a sua modernização completa 800 milhões de dólares e mais 750 milhões de dólares para a compra de 16 Mig-33, além do grupamento aéreo de helicópteros do Na.



Acima: O ex-Admiral Gorshkov sofrendo trabalhos de modernização e modificação na Índia.

Esse porta-aviões deverá ter um deslocamento próximo às 45.000 toneladas, e é inspirado em conceitos adoptados pelos russos na classe Kiev modificada que estará pronto em fins 2007 ou início de 2008.O navio será movido por quatro turbinas General Electric LM-2500, atingirá uma velocidade máxima de 28 nós.Ele terá capacidade para operar de 12 a 16 aeronaves de combate, como o Mig-33 (Abaixo)que utilizarão uma rampa Ski-jump para descolar, embora aterrem utilizando um gancho de recuperação.Terá até 22 helicópteros para funções AEW ( alerta aéreo antecipado ), ASW ( guerra anti-submarino ), CSAR/SAR ( busca e salvamento ) e para emprego geral.



Entre as armas que vão equipar o navio, estarão sistemas de lançamento vertical para mísseis de defesa aérea e provavelmente será integrado a ele o recém operacionalizado Pj-10 Brahmos, considerado superior ao SS-22 moskit considerado o melhor missil anti-navio do mundo.

Acima: Os desenhos indicam as possíveis configurações do INS Vikramaditya.

A sua tripulação deverá atingir 1500 militaresA Marinha da Índia passará a contar com dois NAes a partir do ano que vem. O INS Vikramaditya (ex-Admiral Gorshkov) se juntará à frota indiana. A Índia espera operar o Viraat (ex-HMS Hermes) por mais sete anos. Segundo planos atuais, o Viraat será substituído por um outro NAe de construção local. A intenção da Índia é possuir três NAes até 2020. A Índia permanece como único país da Ásia a possuir NAes.

Acima: A Índia espera operar o Viraat (ex-HMS Hermes) por mais sete anos.


FICHA TÉCNICA DO ADMIRAL GORSHKOV:

Comprimento: 273.1 m

Calado: 8.2 m

Boca: 31.0 m

Deslocamento: 45,000 toneladas

Propulsão: Convencional, 4 turbinas 4X 50.000 Hp e 4 helices.

Velocidade máxima: 32 knots / 66km/h

Autonomia: 13500 miles at 18 kt/38km/h

SENSORES: Busca aérea e de superfície: MR-710 Fregat-MA/Top Plate com 370 km de alcance, 2 Topaz/Strut Pair 2D, Navegação: 3 Palm Frond, Controle de tiro: 4X MR-360 Podcat (SA-N-9), 6X MR-123 Bass Tilt (Para os sistema Kashstan.

ARMAMENTO: 2 SA-N-3 Goblet twin launchers[72]; 2 SA-N-4 Gecko twin launchers [40]; 8 SS-N-12 Sandbox tubes[16] launchers[72]; 12 SA-N-9 8-cell vertical launchers[96]; 8 SS-N-12 Sandbox tubes[16]; canhões 2 100-mm/70-cal DP (2 single); 8 30-mm/65-cal AK-630 close-in (8 multi-barrel); torpedo 10 21-in (533-mm); amti-submarine 2 x RBU-1200 ( , Missile anti-ship 8 x Pj-10Brahmos.

AERONAVES: 12-16 caças multifuncionais Sukhoi Mig-33/MiG-33UB; 22 helicópteros de vários tipos, desde anti-submarinos Kamov Ka-31 PLO Helix e 2 helicópteros Kamov Ka-27S, Helix de busca e salvamento e transporte e cargas e tropas, Ka-29AEW alerta aéreo antecipado

Submarino Russo de 4 geração: 955 Borei


No fim do ano de 2005, a Força Naval da Rússia recebeu em dotação um submarino atómico estratégico (SAE) de 4ª geração do projecto 955 tipo "Borey". Actualmente, na empresa "Sevmach", em Severodvinsk, está a terminar a construção do primeiro SAE desta série, o "Yuri Dolgoruky".Em Março do ano passado começou a ser construído um submarino idêntico, o "Aleksandr Nevsky", que será lançado ao mar dentro no fim de 2008. Estes dois submarinos e mais um em perspectiva formarão o esteio do componente marítimo das Forças Nucleares da Rússia.


Os SAE serão munidos de mísseis balísticos "Bulava-M", torpedos e mísseis de defesa antiaérea, escreve o "Gazeta.ru", a previsão é de que até 2015-2017 entrem em operação mais 16 unidades deste submarino, o custo unitário de cada subamarino esta orçado em 2 bilhoes de dólares.. O 955 Borey, é menor que o gigantesco Typhoon e maior que o submarino da classe Desta IV, sendo o primeiro submarino de classificado como de quarta geração a entrar em operação, possui características inovadoras em relação a outros submarinos, como uma maior capacidade de aceleração a grandes profundidades, característica que nenhum outro submarino possue.



O 955 Borey, conseguiu manter-se submerso ininterruptamente, realizando grandes deslocamentos, disparos de misseis, permanecendo estatico por 100 dias consecutivos sem maiores problemas.Sua tripulação é de 130 homens, sendo 55 oficiais.Seu sistema de propulsão é composto de 2 reatores nucleares de nova geração; 2 geradores a diesel; 3,400 hp (m) (2.5 MW); 1 motor; 5,576 hp(m) com um total de potência de 5.1 MW.Sua capacidade de profundidade não foi divulgada oficialmente por questões estratégicas, mas calcula-se que ele pode submergir a profundidades maiores que o Typhoon, analistas ocidentais colocam em torno de 500m.

Um novo modelo de reator nuclear, geradores de energia e propulsores, durante a fase de desenvolvimento, comprovaram uma redução na emissão de ruidos estaticos emitidos, lhe o capacitando a desenvolver grandes velocidades mesmo quando vigiado por aeronaves de caça submarinos.O submarino tem 12 tubos de lançamento para o novo míssil. Na nave será instalado o equipamento hidroacústico e de navegação mais sofisticado. A unidade de energia atómica também será de novo tipo.

Caracteristicas Gerais:
Deslocamento:
-na superfície 11,750-12,250 tons
-Submerso 16,750-24,000 tons
diâmetro do casco: 13.5 Metros
Velocidade: 29 knots
Comprimento: 170 m
propulsão : 1 reatores nucleares de nova geração; 2 geradores a diesel; 3,400 hp (m) (2.5 MW); 1 motor; 5,576 hp(m) com um total de potência de 5.1 MW.
Tripulação: 130, sendo 55 oficiais
Armamento principal: 16 SS-N-30 ( MIRV 10 ogivas )

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Porta-Aviões Varyag : O primeiro NAe chinês


O Varyag, teve sua construção iniciada, e em 1988 foi lançado, mas nunca foi comissionado ficando parado no porto por falta de verbas para terminar sua finalização, os chineses a alguns anos atrás o adquiriram e agora anunciam que o reformarão e modernizarão o Na para coloca-lo em operação em 2010.Dentro do anúncio de mudança de doutrina de uso de sua Marinha de Guerra, a China anunciou em 2006 que realmente colocará em operação o NAe Varyag ( Classe Kusnetsov ), será o primeiro NAe operado pelos chineses, de uma série de NAes que serão contruídos para a sua Marinha nos próximos 25 anos.Já em 2005, o navio teve seu casco pintado com a cor usada pela PLAN para seus navios de guerra Mas em 24 de outubro de 2006, o site chinês de defesa Sino Defence publicou matéria informando que o Varyag está sendo reformado com ajuda russa para ser o primeiro NAe chinês, havendo inclusive uma encomenda de aeronaves russas Su-33, que pode remontar a 50 unidades.Uma característica interessante do Kuznetsov, é que, diferentemente dos superporta aviões americanos, ele é extremamente bem armado. Na verdade, este navio, é mais bem armado que muitas fragatas ou mesmo destróieres ocidentais. O armamento do Kuznetsov é composto por 12 potentes mísseis de cruzeiro antinavio P-700 Granit, conhecido pela OTAN como SS-N-19 Shipwreck. Este míssil tem um alcance de 550 km, voando contra um navio, a uma velocidade de 2650 km/h e transportando uma grande ogiva que pode ser nuclear com 500 Kt; HE (alto explosivo) de 750 kg, ou uma ogiva termobárica de explosão combustive-ar, extremamente potente. Esta ultima ogiva, quando em uso, lança uma nuvem de combustível na forma de aérosol, que tem sua combustão iniciada com um detonador, que provoca uma potente explosão, que se expande rapidamente por toda área. Esse tipo de ogiva é a que tem maior poder de destruição, entre as convencionais.


Acima: O NAe Varyag durante sua construção.

Para defesa antiaérea é usado um sistema de lançamento vertical Klinok com 24 tubos lançadores e 192 mísseis SA-N-9 Gauntlet. Este míssil, tem um alcance de 45 km e é eficiente contra alvos voando até uma altitude de 6000 metros. A precisão deste míssil é impressionante, com um índice de 95% de acerto contra aeronaves. Como no super cruzador de batalha Kirov, já descrito no campo de batalha naval, o Kuznetsov é armado com 8 sistemas Kashstan, que é composto por dois lançadores de míssil SA-N-11 Grisom com alcance de 8 km e 2 canhões GSH- 30K de 6 canos rotativos de 30 mm, cada, e que são usados contra mísseis a caminho do navio e outros projéteis de precisão que sejam lançados contra o Kusnetsov. Esses canhões atingem uma cadência de tiro da ordem de 1000 tiros por minuto e alcancem 1,5 km. Para guerra anti-submarina, é usado o sistema de foguetes anti-submarinos Udav-1, com 60 foguetes. Esse sistema é capaz de destruir torpedos que sejam lançados contra o navio e submarinos. Aviação embarcada é um outro destaque deste poderoso navio de guerra. O navio opera, em tempos de paz, 12 caças Sukhoi Su-33 Sea Flankers, derivado naval do super caça Su-27 Flanker. Junto com os Su-33, operam 5 Sukhoi Su-25 UTG Frogfoot que é uma versão navalisada de um avião de treinamento e ataque, da força aérea.Além dessas aeronaves de asas fixas, o Kuznetsov transporta 18 helicópteros anti-submarino (ASW) kamov Ka-27 PLO Helix, que permitem uma ampla capacidade de ataque e defesa na guerra anti-submarina. Mais 2 outros helicópteros Kamov Ka-27 S para missões de busca e salvamento (SAR) são transportados, completando a ala aérea do Kuznetsov. Em tempos de guerra, o numero de Su-33 pode ser aumentado para 20 unidades.


Acima: O NAe Varyag atracado em um porto da CHINA sendo reformado pela PLAN.

Todo este poder de fogo proporcionado pela ala aérea e pelas armas transportadas pelo Kuznetsov, não seriam suficientes para manter o navio em atividade, se não fossem os sistemas eletrônicos avançados instalados no navio. O principal radar de busca aérea e de superfície é o radar de longo alcance 3D MR-710 Fregat-MA/Top Plate, capaz de detectar um alvo aéreo a 370 km e rastrear até 48 alvos simultaneamente. Outros 2 radares MR320 Topaz/Strut Pair 2D, fazem busca em apoio ao Top Plate. Para navegação são usados 3 radares Palm Frond, um dos radares mais usados na marinha russa para esse fim. Para controle de fogo dos mísseis SA-N-9 são usados 4 radares MR-360 Podcat/"Cross Sword". Para detecção de submarinos, está montado no casco do Kuznetsov um sonar MGK-345 Bronza com um alcance que pode chegar a 30 km. Uma suite de sonar Zvezda-2, também complementa a capacidade de detecção de submarinos. Propulsão do Kuznetsov é convencional e é feita por 8 caldeiras e 4 turbinas a vapor, que produzem 50000 Hp de força, cada. Essas turbinas movimentam os 4 eixos das hélices que impulsionam este porta aviões a uma velocidade de 60 km/h. O alcance do Kuznetsov está em 7700 km, em velocidade máxima, o que pode ser considerado pouco. Em velocidade de cruzeiro a 40 km/h, o Kuznetsov alcança 17000 km. O kuznetsov é o maior porta aviões não americano do mundo e sem dúvida alguma, um dos mais poderosos navios da Rússia, se considerarmos o poder de fogo de seus caças somados.


Acima: Varyag está sendo reformado com ajuda russa para ser o primeiro NAe chinês.


FICHA TÉCNICA : ( Classe Kusnetsov)

Comprimento: 302.3m

Calado: 9,87m

Boca: 35,4 m

Deslocamento: 66600 toneladas

Propulsão: Convencional com 8 caldeiras, 4 turbinas 4X 50000 Hp e 4 helices.

Velocidade máxima: 60km/h

Autonomia: 17000 km em velocidade de 40 km/h

Sensores: Busca aérea e de superfície: MR-710 Fregat-MA/Top Plate com 370 km de alcance, 2 Topaz/Strut Pair 2D, Navegação: 3 Palm Frond, Controle de tiro: 4X MR-360 Podcat (SA-N-9), 6X MR-123 Bass Tilt (Para os sistema Kashstan.

Armamento: Mísseis anti navio (SSM): 12 mísseis P-700 Granit/ SS-N-19 Shipwreck, Mísseis anti-aéreos: 24 lançadores verticais SA-N-9 Gauntlet, Canhões anti-aéreos (CIWS): 8 sistemas kashtan composto por 2 canhões de 6 canos rotativos de 30 mm e 8 lançadores de mísseis SA-N-11 Grison, Anti-submarino: 2 lançadores de 10 tubos lançadores de foguetes com torpedos integrados Udav-1.

Aeronaves: 12 caças multifuncionais Sukhoi Su-33 Sea Flanker; 5 Aviões de treinamento e ataque Sukhoi Su-25 UTG; 18 helicópteros anti-submarinos Kamov Ka-27 PLO Helix e 2 helicópteros Kamov Ka-27S, Helix de busca e salvamento.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

PORTA AVIÕES SÃO PAULO A-12 o novo "pranchão" da MB

H i s t ó r i c o
Classe Clemenceau
Batimento de Quilha: 15 de fevereiro de 1957
Lançamento: 28 de julho de 1960
Incorporação (MN): 15 de julho de 1963
Baixa (MN): 15 de novembro de 2000
Incorporação (MB): 15 de novembro de 2000



Acima : NaE Foch

O Navio Aeródromo São Paulo A-12,ex- Foch R-99 , é um navio da Classe Clemenceau francesa, trata-se do segundo e último navio da classe, o NAe Foch(R-99), seu projeto geral é baseado na Classe NAe Essex dos EUA, porém, incorpora significativas melhorias, tais como: convés de vôo em ângulo, elevadores fora da linha central do convés, hangar integral com portas anti-fogo e blindagem nas áreas mais críticas. Sua construção foi iniciada em 15/02/1957, com a incorporação a Marinha Francesa em 15/07/1963, é o quarto navio da Marinha do Brasil a ostentar esse nome em homenagem ao Estado e a cidade de São Paulo. Foi construído pelo Chantier de l'Atlantique, em St. Nazaire, França.

O Rafale M em testes no Foch
Em setembro de 1992, o Foch deu início a outra modernização de 14 meses para permitir que ele fosse usado como plataforma de testes para o novo caça Rafale M e até a operar a aeronave quando esta entrasse em serviço; o navio recebeu também dois lançadores Simbad para o míssil Mistral de defesa-de-ponto; as turbinas a vapor receberam novos rotores; as catapultas foram certificadas para pelo menos mais 6.000 lançamentos e foram modificadas para lançar aeronaves que têm dispositivo de engate no trem de pouso do nariz. Mais modificações foram realizadas em 1995 e 1997, incluindo o aumento da área dos defletores de jatos e a instalação de um mini ski-jump retrátil para o lançamento dos Rafale M. Os canhões de 100mm restantes foram substituídos pelos lançadores de Sadral de defesa-de-ponto e uma versão reduzida do sistema de combate SENIT 8.01 foi instalado. O navio também recebeu transceivers para o sistema US FLEETSATCOM para permitir interoperabilidade com as forças da OTAN.Em agosto de 2000, depois de mais de um ano de negociações, foi assinado um acordo entre o Brasil e a França quanto a compra do NAe Foch, sendo que antes já haviam sido consideradas as hipóteses de se construir um navio de projeto espanhol ou até como chegou a ser ventilado nos meios da comunidade naval, adquirir o ex- USS Saratoga – CV 60, já desativado pela U.S. Navy. O contrato de compra do Foch foi estimado em 300 milhões de francos ou 12 milhões de dólares, incluídos nesse total os custos dos trabalhos no Arsenal de Brest e o término da retirada dos isolamentos de amianto existentes no navio, já vinham sendo realizados a três anos. Em 4 setembro de 2000, o Foch iniciou em Toulon o processo de adaptação para transferência a Marinha do Brasil, tendo a partir dessa data, já incluídos em sua tripulação os primeiros marinheiros brasileiros que iniciaram assim o processo de familiarização com o navio, num total que chegou a 50 oficiais e 250 praças. Em 15 de novembro de 2000 foi realizada em Brest a cerimônia de transferência e incorporação a Marinha do Brasil do Navio Aeródromo São Paulo, ex-Foch, em cerimônia presidida pelo CEMA Almirante-de-Esquadra José Alberto Accioly Fragelli, e que contou com a presença do CMG (MN) Bertrand Aubriot, comandante do Foch e do Almirente-de-Esquadra Jean-Louis Battet, Major General de la Marine Française. Naquela ocasião, assumiu o comando o Capitão-de-Mar-e-Guerra Antônio Alberto Marinho Nigro.


Ao lado : NaE Foch (atual NaE A-12 São Paulo da MB), .

É preciso ressaltar que o Foch operou quase toda sua vida na Armada Francesa como Porta-Helicópteros, sofrendo, portanto, um desgaste muito menor que um navio igual operando como NAe. Passou por seguidas reformas, sendo a última em 1997, estando plenamente operacional e dentro do estado da arte, podendo operar aviões como o F-18A/C, Rafele M (Naval), desde que seu peso de decolagem não ultrapasse as 20 toneladas. O São Paulo ainda deverá sofrer uma série de modificações para poder entrar em operação junto com a Esquadra Brasileira. Algumas, como a instalação do sistema comunicação e criptografia compatíveis com o resto da esquadra, as marcações de pista no convôo para o mesmo padrão do NAeL Minas Gerais-A 11 deverão ser feitas ainda em 2001. . A modificação do COC(centro de operações de combate) para um modelo nacional e a colocação de novo sistema de mísseis AAW, poderão ser feitas posteriormente. Tudo indica que os mísseis AAW do São Paulo deverão ser os mesmos utilizados na reforma da ClasseNiterói(ModFrag), ou seja, os sistema AAW Albatroz que usa mísseis Aspide. A Marinha Brasileira irá operar o NAe São Paulo com um grupo aéreo composto de helicópteros, aviões e caças.O avião AEW(alerta aéreo antecipado) deverá ser o S-2/E-1(Tracker/Tracer) sendo completamente reformado por um grupo de empresas, coordenadas pela Embraer. O NAe passou o resto do ano de 2001 em processo de treinamento e adaptação para se tornar totalmente apto. O grupo aéreo de caças ainda estava em fase de formação. . O NAe São Paulo se tornou oficialmente operacional na esquadra em 28/04/2001, em cerimônia realizada no Porto de Santos. E operou pela primeira vez com com os AF-1(toques e arremetidas) durante o mês de maio de 2001. Na dia 30 de julho de 2001, ocorreu o primeiro pouso de um AF-1 a bordo do São Paulo, sendo realizada em 01 de Agosto de 2001 a primeira decolagem histórica.
O São Paulo foi imobilizado para reforma de suas caldeiras no último trimestre de 2001, para que o mesmo pudesse desenvolver novamente a velocidade máxima de 32 nós. A reforma terminou em março de 2002.

Ao lado: Pouso abordo de um AF-1
(Foto: S. C. Neto/ Segurança & Defesa)

C a r a c t e r í s t i c a s
Deslocamento: 27.307 ton (padrão), 32.780 (carregado).
Dimensões: 265 m de comprimento, 51.20 m (convôo) ou 31.72 (casco) de boca e 8.60 m de calado.
Propulsão: Vapor; 6 caldeiras La Valle de 45 kg/cm2 a 450º C, 4 turbinas a vapor Parsons gerando 126.000 shp, acopladas a 2 eixos.
Energia Elétrica: 2 turboalternadores de 2.000 Kw e 6 geradores diesel de 2.000 Kw.
Velocidade: máxima de 32 nós.
Raio de Ação: 7.500 milhas náuticas à 18 nós ou 4.800mn à 24 nós; e 60 dias de autonomia.
Armamento: 5 metralhadoras Browing .50 pol. (12,7 mm).
Sensores: 1 radar de vigilância aérea DRBV-23B; 1 radar de vigilância combinada (aérea e de superfície) DRBV-15; 2 radares aéreos DRBI-10 3D; 1 radar de navegação Decca TM-1226; 1 radar de navegação Kelvin Hughes Type 1006; 1 radar de aproximação para pouso NRBA-51; 2 radares de direção de tiro DRBC-32C; TACAN SRN-6; MAGE ARBR-16 e ARBR-17; CME ARBB-33.
Sistema de Dados Táticos: SENIT 8.01, e AIDCOMER (AIDe de COmmandement à la MER), um sistema de C3 a nível de Força-Tarefa.
Aeronaves: 14 caças AF-1 Skyhawk 8 helicópteros SH-3 Sea King, 2 helicópteros de emprego geral UH-12/UH13 Esquilo e 3 helicópteros de transporte UH-14 Super Puma.

Acima : A-12 operando caças AF-1 Skyhawk,helicópteros SH-3 Sea King, UH-12/UH13 Esquilo, UH-14 Super Puma e aeronaves S-2T Turbo Tracker.

Equipamento de Aviação: Convés de vôo com 257 de comprimento, com pista em angulo de 8 graus, 165.5 metros de comprimento 29.5 de largura, e parte de avante do convôo com 93 metros de comprimento por 28 metros, numa superfície total de 8.800 m2. Hangar com 180 metros de comprimento, 22 a 24 de largura e 7 de altura, numa superfície total de 3.300 m2, equipado com dois elevadores, um central 17 m x 13 e um lateral de 16 m x 11 m com capacidade para levantar uma aeronave de 15 toneladas em 9 Segundos. Duas catapultas a vapor Mitchell-Brown BS-5 de 50 metros, capaz de lançar aeronaves com peso entre 15-20 toneladas a 110 nós, uma instalada avante e a outra no convés em angulo, um espelho modelo OP3, uma grua com capacidade para 15 toneladas e 4 cabos de parada. Pode transportar 3.000 m3 de combustível de aviação e 1.300 toneladas de munições.
Código Internacional de Chamada: PWSP
Tripulação: 1920 homens, sendo 64 oficiais, 476 sargentos e 798 cabos e marinheiros, mais 582 no Grupo Aéreo.
Obs: Características da época da incorporação.

D a t a s

2001
Entre 16 de novembro e 31 de janeiro, foram realizados no estaleiro da DCN em Brest, trabalhos que incluíram a reforma de dois aparelhos dos cabos de frenagem, reparo em uma das seis caldeiras a vapor, e a revisão do espelho de pouso.
Em 25 de janeiro, realizou testes de maquinas ao largo de Brest.
Em 1º de fevereiro, as 12:00 hs, partiu de Brest com destino ao Brasil, tendo a bordo 600 marinheiros brasileiros e 16 franceses que deram assistência na operação de alguns equipamentos durante a travessia.
Entre 7 e 9 de fevereiro, escalou em Dakar (Senegal) para reabastecimento.
Em 16 de fevereiro, reuniu-se ao largo da costa do Rio de Janeiro, aos navios do GT 802.1 organizado para recebe-lo na chamada Operação ARRIVEX, e que era integrado pelo NAeL Minas Gerais - A 11 (capitânia), F Liberal - F 43, Greenhalgh - F 46 e Rademaker - F 49, Cv Frontin - V 33 e o CT Pernambuco - D 30.
Em 17 de fevereiro, por volta das 11:30hs, entrou na Baia da Guanabara, fundeando próximo a Escola Naval, sendo visitado pelo Ministro da Defesa (MD) Geraldo Quintão, pelo Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Chagasteles, pelos Comandantes do Exercito e da Aeronáutica, e os ex-Ministros da Marinha, Almirantes Alfredo Karam, Henrique Sabóia e Ivân Serpa.
Em 27 de abril, no final da tarde partiu do Rio de Janeiro iniciando a Operação INCORPOREX, capitaneando um GT composto pelas Fragatas Niterói – F 40 e Rademaker – F 49. Ainda nesse dia embarcou por via aérea o Sr. Presidente da Republica Fernando Henrique Cardoso, que pernoitou a bordo realizando a travessia Rio-Santos.
Em 28 de abril, chegou na barra de Santos as 06:00hs, atracando por volta das 08:30hs. A partir das 10:00hs, em cerimônia realizada a bordo, presidida pelo Presidente da Republica, com a presença do Ministro da Defesa Geraldo Magela da Cruz Quintão, do Comandante da Marinha Almirante-de-Esquadra Sérgio Gitirana Florêncio Chagasteles e demais autoridades civis e militares, o São Paulo foi transferido da Diretoria Geral de Material da Marinha (DGMM) para o Comando de Operações Navais (ComOpNav), e deste para o Comando-em-Chefe da Esquadra (ComenCh) em cumprimento a Portaria Nº 94/MB do Comandante da Marinha, de 19/04/2001.
Em maio, foi realizada a comissão CATRAPO I, com os primeiros toques e arremetidas dos caças AF-1 Skyhawk .
Em 30 de julho, ocorreu o primeiro pouso a bordo de um AF-1 Skyhawk .
Em 1º de agosto, foi feito o primeiro lançamento pela catapulta de avante, e no dia 3, outro lançamento empregando a catapulta lateral. Nessa comissão foram realizados um total de 21 pousos e decolagens, para validação dos Boletins de Lançamento e Recolhimento.
Entre 30 de agosto e 3 de setembro, entre o Rio de Janeiro e Cabo Frio, concluiu o adestramento de pilotos e equipagens de aviões e helicópteros e o Programa de Validação dos Boletins de Lançamento e Recolhimento (BLR) de aeronaves AF-1 . Nessa comissão no dia 30, foram realizados os primeiros pousos enganchados de aeronaves AF-1 (N 1009 pilotado pelo CT José Vicente Alvarenga Filho, e N 1014 pilotado pelo CT Fernando Souza Vilela) pilotadas por AvN brasileiros. No dia 31 foram realizadas as primeiras catapultagens (N 1011 e N 1009). Ao final dessa comissão foram contabilizados 52 pousos e decolagens.
Em 12 de novembro, foi realizada a bordo, cerimônia alusiva ao 179º Adversário da Esquadra, com a presença do Comandante da Marinha, AE Chagasteles, do ComemCh, VA Mauro Magalhães de Souza Pinto, de ex-Comandantes-em-Chefe, membros do Almirantado e demais autoridades.
Em 5 de novembro, foi realizada a bordo, cerimônia alusiva ao 1º Aniversario de sua incorporação. Nesse um ano de serviço realizou ainda, a comissão de Adestramento Inicial, comissão de Vistoria de Segurança de Aviação – VSA e a comissão Qualificação e Requalificação de Pilotos de Helicópteros, tendo atingido nesse período as marcas de 52 enganchamentos e catapultagens, 48 dias de mar e 14.648.6 milhas navegadas.

2002

Em 17 de fevereiro, foi comemorado o primeiro ano de sua chegada ao Brasil.
Entre 10 e 23 de março, realizou comissão, na área marítima entre o Rio e São Paulo, como capitânia de um GT sob o comando do Contra-Almirante Tibério César Menezes Ferreira, composto também pela F Constituição - F 42. Essa foi a primeira comissão de adestramento depois de ficar alguns meses parado para reparos nas caldeiras. Foram realizadas operações aéreas, já contando efetivamente com a participação operacional de aeronaves do Esquadrão VF-1. Foi visitado o porto de Santos (SP).
Em 15 de abril, foi realizada a bordo a cerimônia de substituição do VA Mauro Magalhães de Souza Pinto pelo VA Euclides Duncan Janot de Mattos, no Comando em Chefe da Esquadra.
Em 22 de abril de 2002, partiu do Rio de Janeiro, como capitânia de um Grupo-Tarefa sob o comando do Contra-Almirante Edison Lawrence Mariath Dantas, composto também pela Fragata Rademaker e pelo Navio-Tanque Marajó, para participar da Operação URUEX I/ARAEX VI, realizadas respectivamente em águas uruguaias e argentinas no período de 1º a 6 de maio. Visitou o porto de Rio Grande entre 26 e 29 de abril. Retornou ao Rio de Janeiro em 13 de maio. Pela Marinha do Uruguai, participou a Fragata Artigas e helicópteros Westland Wessex HC.2 que operaram no São Paulo. Pela Armada Argentina, participaram a Fragata ARA La Argentina - D 11, o Navio de Apoio Logístico ARA Patagônia - Q 1, aeronaves S-2T Turbo Tracker, Super Etendard e SH-3 Sea King. Os primeiros pilotos argentinos a pousarem a bordo foram o Comandante da Forca Aeronaval, o Contra-Almirante (ARA) Carlos Cal e o Comandante do 2º Esquadrão de Caça e Ataque, o Capitão-de-Corveta (ARA) Rony Whammond, com um Turbo Tracker e Super Etendard, respectivamente. Foram embarcados para intercâmbio 35 oficiais e 56 praças. Acima : caças AF-1 Skyhawk e Super Etendard a bordo do São Paulo

Acima: caça AF-1 Skyhawk sendo catapultado em quanto um Super Etendard aguarda a sua vez.

Acima: Um Super Etendard e S-2T Turbo Tracker a bordo do A-12.

Foram realizados 69 toques e arremetidas, 31 enganches (pousos) e 33 catapultagens de aeronaves Super Etendard e Turbo Tracker argentinas. Nessa comissão, foi realizada uma cerimônia, com aposição e toque de silêncio, em memória aos mortos da Guerra das Malvinas, em especial do Cruzador ARA General Belgrano - C 4. Entre outras autoridades, estiveram a bordo, o Embaixador do Brasil na Argentina, Dr. José Botafogo Gonçalves e o Almirante-de-Esquadra Joaquim Stella, Comandante da Armada Argentina.

Ao lado: Super Etendard sendo catapultado no A-12.

Entre 10 e 20 de setembro, realizou Operação TEMPEREX 02 no trecho Rio-Santos, como capitaneando da Força-Tarefa 809 comandada pelo Vice-Almirante Euclides Duncan Janot de Mattos, ComenCh. A FT-809 era integrada pela F Niterói – F 40, F Constituição – F 42, F União – F 45, F Dodsworth – F 47, F Rademaker – F 49, CT Pernambuco – D 30 e os NT Marajó – G 27 e Almirante Gastão Motta – G 23. As operações aéreas ficaram a cargo de um Destacamento Aéreo Embarcado composto por AF-1 Skyhawk (do VF-1), três SH-3A/B Sea King (do HS-1), três UH-14 Super Puma (do HU-2), dois UH-12 Esquilo (do HU-1), dois IH-6B Jet Ranger (do HI-1), e dois S-2T Turbo Tracker da Escuadrilla Aeronaval Antisubmarina (EA2S) da Armada Argentina, sob o comando do Capitão-de-Corveta (ARA) Dennehy. Foram realizadas 105 lançamentos e 106 recolhimentos. Foram realizadas Visitou o porto de Santos (SP).

Abaixo: A presença a bordo de dois S-2T representou, para a MB, mais uma excelente chance de colher subsídios sobre a operação desse tipo de aeronave no São Paulo, com vistas ao futuro uso da mesma célula como plataforma de alerta aéreo antecipado.
(Foto: S. C. Neto / Segurança & Defesa)






Ao lado: S-2T Turbo Tracker pronto para ser catapultado a bordo do NaE São-Paulo.





Abaixo: S-2T Turbo Tracker sendo catapultado enquanto um AF-1 aguarda a sua vez.
(Foto: S. C. Neto / Segurança & Defesa)

Em 19 de novembro, recebeu a visita do Presidente da Republica, Fernando Henrique Cardoso, acompanhado dos Ministros da Casa Civil, do Gabinete de Segurança Institucional, e dos Comandantes da Marinha, Exercito e Aeronáutica.
Na ocasião o Presidente teve a oportunidade de acompanhar as operações aéreas realizadas a bordo.
Entre 19 e 31 de maio, participou da Operação TROPICALEX 03, como capitânia da FT-705, sob o comando do ComenCh, VA Miguel Ângelo Davena, realizada entre o Rio de Janeiro e Salvador. A FT era composta também pelo NDCC Matoso Maia - G 28, pelas F Dodsworth - F 47, Bosísio - F 48, Rademaker - F 49, União - F 45 e Defensora - F 41, pelos CT Pará - D 27 e Pernambuco – D 30, pelo S Tupi - S 30, e pelos NT Marajó - G 27 e Almirante Gastão Motta – G 29. Participaram como unidades isoladas os NPa Graúna - P 42 e Goiana - P 43 do 3º DN, os S Tupi - S 30, Timbira - S 32 e Tapajó - S 33, além de aeronaves dos EsqdHA-1, EsqdHI-1, EsqdHS-1, EsqdHU-1, EsqdHU-2 e EsqdVF-1. Foi visitado o porto de Salvador (BA).

Em 7 de julho, foi docado na Dique Almirante Régis no AMRJ, para ser submetido ao seu primeiro Período de Manutenção e Atualização - PMA. Essa foi a sua primeira docagem feita no Brasil, uma faina delicada que durou quase três horas. Nesse PMA, foi dedicada atenção especial a instalação propulsora, linhas de eixo, catapulta, aparelho de parada, controle de avarias e obras estruturais.
No final de outubro e inicio de novembro, após concluir o PMA, realizou a comissão EXPERIÊNCIA DE MÁQUINAS, conseguindo voltar a atingir sua velocidade máxima. Junto a essa comissão foi realizada uma CATRAPO, requalificando sete pilotos de AF-1 Skyhawk.
Em 15 de novembro, completou 3 anos de Serviço Ativo. Até essa data atingiu a marca de 450 ganchos e catapultagens.

2004

Em 19 de fevereiro. foi realizada no cais do AMRJ a cerimônia de troca de comando, com o CMG Luiz Henrique Caroli, substituindo o CMG Antônio Fernando Monteiro Dias.
Entre 7 e 11 de junho, formando o GT 706.1 sob o comando do CA Arthur Pires Ramos, Comandante da 1ª Divisão da Esquadra, junto com S Tapajó - S 33, realizou a Operação PASSEX-RONALD REAGAN, com o NAe Nuclear USS Ronald Reagan - CVN 76 e o Cruzador AEGIS USS Thomas S. Gates - CG 51 (classe Ticonderoga), que formavam um GT sob o comando do CA (USN) Robert T. Moeller, Comandante do Grupo de Cruzadores e Contratorpedeiros 1 (ComGruDesGru 1). O Ronald Reagan, foi construído em Newport News (Virginia) e foi incorporado no inicio desse ano. A PASSEX foi realizada na escala do Ronald Reagan, no Brasil quando de sua travessia de Norfolk (Virginia) para San Diego (Califórnia) no Pacifico onde ira operar.
No dia 8 de junho, os AF-1 do São Paulo, realizaram toque e arremetida no NAe Nuclear USS Ronald Reagan - CVN 76.
No dia 9 de junho, ainda durante essa Operação, o navio recebeu a visita do CA (MN) Patrick Giaume, Comandante da Aviação Naval Francesa, acompanhado pelo Consul-Geral da França no Brasil, Sr. Richard Barbeyronme.
Ainda em junho, na seqüência da PASSEX-RONALD REAGAN, ainda acompanhado pelo S Tapajó, realizou a Operação CATRAPO III/HELITRAPO III, para qualificação e requalificação de pilotos de AF-1 e helicópteros.
Em 4 de agosto, durante a Operação ESQUADREX 04, realizada na área marítima entre o Rio e Vitoria, o NAe São Paulo – A 12, recebeu a visita do Presidente da Republica Luiz Inácio Lula da Silva e comitiva, que incluía o Ministro da Defesa Emb. José Viegas e o Comandante da Marinha. Além de assistir as operações aéreas a bordo do São Paulo, a comitiva também teve a oportunidade de assistir a uma Parada Naval na qual participaram as F Bosisio – F 48, Rademaker – F 49 e Defensora – F 41, a Cv Inhaúma – V 30, o CT Pará – D 27, o NT Marajó – G 27 e os S Tupi – S 30 e Tapajó – S 33.

2005

Em 17 de maio, como capitânia de um GT composto pela Cv Inhaúma - V 30 e o NT Marajó - G 27, suspendeu para exercícios na área marítima entre o Rio de Janeiro e São Paulo, com escala prevista em Santos. Logo na saída da Baia da Guanabara, a cerca de 10 milhas ao sul da Ilha Raza, por volta das 10:30h, ao ser comunicado vapor para o aparelho de catapulta, responsável pelo lançamento de aeronaves, houve o rompimento de uma tubulação, liberando vapor superaquecido junto a um quadro elétrico, operado por militares em serviço. Não houve explosão a bordo. O vapor que vazou da tubulação provocou queimaduras em onze tripulantes. Foi vitima fatal o 3º Sargento Anderson Fernandes do Nascimento, e os feridos foram o 1º Tenente Marco Aurélio Barros de Almeida, os 1º Sargento Francisco Cícero da Silva, 2º Sargento Jorge André de Almeida Soares, e os Cabos Daniel Pires de Andrade, José Roberto da Silva Bahia, Erivelton dos Santos Coelho, Edivelton Brito Santos, Douglas Ricardo da Silva Farias e Ângelo José Moraes dos Anjos, e o Marinheiro Felipe Machado da Rocha. Os feridos foram evacuados do navio por helicóptero do Grupo Aéreo e transportado para o Hospital Naval Marcilio Dias, no Méier, Rio de Janeiro.